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Diástase após gravidez – saiba identificar e como tratar


Por Dr. Marcus Hubaide · Cirurgião plástico · CRM/SC-16622 · RQE 8664

A gravidez é a concretização de um sonho para muitas mulheres, é um momento de transformação do estado físico, do psicológico e do biológico, visto que a produção hormonal está a todo vapor.

É com certeza um momento de realização para a maioria, mas, para uma parcela significativa, também um momento de angústia, de preocupação e de desconforto físico.

A condição da diástase, se caracteriza pelo afastamento de determinados músculos abdominais e pode atingir até 30% das mulheres no pós-parto. A diástase, se não tratada, pode causar dores na região lombar, nas nádegas, problemas estéticos (protuberância abdominal vista ao tossir, levantar, sentar).

Como pode ficar sua musculatura com diástase

O músculo reto abdominal ou diástase abdominal pós gravidez, se apresenta na forma de um estiramento causado pelo enfraquecimento da musculatura abdominal.

Isso pode acontecer de várias formas e vai do grau 0 ao 4.

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Os graus são caracterizados pelo tamanho da fenda do músculo, o que é determinado de acordo com a medida individual de cada paciente pelo exame físico e de imagem, como ultrassonografia ou tomografia da parede abdominal.

Por que acontece a diástase abdominal após a gestação?

Na verdade, a diástase acontece durante o período da gestação, mais propriamente a partir da 20º semana, porém ela só será identificada algum tempo após o nascimento do bebê.

Durante a gestação, o útero se expande provocando um alongamento dos músculos abdominais, o que pode causar uma separação das duas bandas musculares que se encontram na região central do abdômen.

Nas últimas semanas da gestação, o útero normalmente alcança o ápice de seu desenvolvimento, com uma capacidade de mais de 4 litros e meio de volume e pesando aproximadamente 1 kg (excluindo da conta aqui o bebê e a placenta). Nesta fase, ele ocupa quase que totalmente a região abdominal da mulher, podendo ser apalpado na altura das últimas costelas até o baixo-ventre.

No local onde os dois músculos se separaram pode passar a haver um abaulamento – ou uma espécie de “espaço” onde a barriga se torna mais protuberante.

Mas nem toda mulher tem diástase, a falta de fortalecimentos dos músculos reto abdominais é o maior influenciador para essa condição.

Múltiplas gestações, gravidez após os 35 anos, já ter dado a luz a um bebê com peso acima da média, gestação de gêmeos, são também, fatores de risco para esse quadro de diástase.

O tratamento para diástases

O tratamento da diástase abdominal dependerá da severidade da condição.

Uma diástase leve, de até 2 dedos de espaçamento, pode ser revertida com exercícios de fortalecimento feitos em casa ou procedimentos estéticos menos complexos, como RPG.

A correção de diástase dos músculos reto abdominais consiste em uma incisão no púbis, próxima ao local em que o corte da cesariana é feito. Então, costura-se a aponeurose, uma membrana que envolve os músculos, aproximando-os.

Conjuntamente, pode ser realizada uma abdominoplastia para retirada do excesso de pele. Já em caso de gordura excedente, recomenda-se a lipoaspiração.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação presencial.

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